UM AMOR PRA SEMPRE...



TÂNIA R. VOIGT

A Poetisa do Encanto e Magia



MARCA DA POETISA






domingo, 3 de junho de 2007

MUNDO SEN(SATO) _ Sensual




MUNDO SEN(SATO)


Estava a menina na cozinha de sua casa
confortavelmente sentada numa cadeira
flutuando na altura do teto...
E olhando pra baixo assusta-se ao ver
a si própria. A si própria?!

Pouco tempo passado, entra sua mãe.
Ela percebe e deseja ardentemente que
a mãe não a tenha ido procurar e que
não faça muito barulho, nem fale alto.
Sente que se a mãe fizer algum ruído
maior, despencará de onde está. E ela
não quer voltar...

De repente, surge um disco voador e ela
é logo abduzida. Começa então, uma viagem
fantástica, por um mundo encantado!
Chega a Lua e pisa levemente sua aura
branca, luminosa, densa...
E, sentindo-a tão próxima, com o coração
aos saltos, observa-a derramar seus
recônditos sentimentos no manto de luz,
que a dor acalenta e ameniza.

Eis que a mãe foi alí pra buscá-la e chamando-a
faz seu ser inteiro entrar em convulsão...
Debate-se, tenta não ouvir. Mas, a mãe insiste,
grita e a faz deslizar como um meteoro a milhares
de kilômetros anos luz, regressando como um sopro
para a Terra!... E para a cozinha... a cadeira...
Não mais flutua.
Não iria mais sentir a mesma sensação de Neil Armstrong.
Não mais se encantaria com as curiosidades desse satélite
mágico e único.
A mãe fala o que quer, repreende-a por estar ¨forçando¨
aquela situação, dizendo que um dia irá, sem condições de
retorno... E depois, sai deixando-a novamente sozinha e
entregue a seus devaneios.

Concentra-se desesperadamente. Precisa retornar,
deve buscar novamente, seu disco voador...
Apesar do esforço, ele não vem. Cansada de tanto esperar,
resolve tomar um banho reconfortante, nas cachoeiras de
Foz do Iguaçu. Porém, chegando lá, vê que não tem mais
cachoeiras, as águas secaram. E Platão pinta uma tela de
Van Gogh, com o auxílio de uma caneta esferográfica, Big
ponta fina. Enquanto Sócrates atirava flores para a multidão,
embevecido com seus brados de apoio ao sofista. A multidão
satisfeita, toma Coca-Cola com cicuta ou seria querosene?
Já Raphael, abandona sua terra e vai filosofar para os
discípulos de Platão, que por sua vez, estão pintando
belíssimas madonas, com as quais pretendem presentear Martin
Lutero, para que ele enfeite sua sala.

E, contemplando os anéis de Saturno, vislumbra um fênix
que puxa suas vestes de algodão e seda, para construir
um pára-quedas.
Não resistindo ao seu encanto, recostada no chão macio da Lua,
masturba-se apreciando a maciez da areia de Copacabana e o
cheiro do mar do Cassino.Na praia do Laranjal, no estado do
Rio de Janeiro, sentindo o frio do polo norte.
E agasalhando-se com as hortênsias lilases, amarelas e
rosadas de Gramado.
Entre sorrisos e lágrimas, goza gritando o nome de seu amado,
que continua inerte, passivo, distante, inatingível.

Em seguida, pega carona no pára-quedas de fênix e
aporta em seu corpo exausto, sedento, faminto e esperançoso
de uma nova viagem multi-mundo colorido e sen(sato).


Tânia Regina Voigt


Música: Pisando corações (Ernani Campos & A. Silva)




Under Ac - 2007-06-04 22:56:33
Em uma viagem deste tipo, não se pode ficar apegado a normas e conceitos, estabelecidos por uma sociedade hipócrita...
Senti o calor de multiplas explosões solares, mas continuei intacto. A mente de cada um sabe aquilo que é melhor para o próprio.
Parabéns pela coragem, por escrever o que é normal apenas quando oculto dentro de nós mesmos.
Under®AC
Claudete Silveira - 2007-06-03 22:01:44
Um lindo sonho, as fantasias nos fazem viver bem melhor.
Bjs!
Clau
M Lurdés Souza - 2007-06-03 21:56:37
Nossa menina que bela VIAGEM...
Lindo demais amiga;com encantadora imagem e música; até me deu vontade de estar sonhando no lugar desta menina! AMEI!!!!
Carinhosamente
Beijos Mil
Ly

Mônica Cássia de Barros - 2007-06-03 21:56:27
Forte heim!
Bjs, Mo...

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sábado, 2 de junho de 2007

EU, SÓ.



EU, SÓ.


Eu, só, amo-te com a inocência de um anjo
Eu, só, amo-te com a pureza de uma criança
Eu, só, amo-te com a doçura do mais puro mel
Eu, só, amo-te com o enleio de uma poesia
Eu, só, amo-te com o som de uma bela canção

Eu, só, amo-te todos os anos, todos os dias
Eu, só, amo-te todas as horas, todos os minutos
Eu, só, amo-te quando estás perto de mim
Eu, só, amo-te quando nem sei de ti

Eu, só, amo-te se em amor te transformares
Eu, só, amo-te se não acreditares no amor
Eu, só, amo-te se me quiseres
Eu, só, amo-te se me ignorares
Eu, só, amo por nós dois

Esse amor que ora alimenta, ora judia,
que as vezes torna-me gigante
outras, tão insignificante...

Esse amor é minha razão de viver!
Mesmo que nunca possa de fato, ser.
E ainda que nunca deixe de ser... Eu, só.


Tânia Regina Voigt


Música: L Amour Est Plus Fort Que Nous
(Julio Iglesias)



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Veronica de Nazareth - 2007-06-03 23:52:16
Irmãzinha amada: Tu, Só, amas como ama uma grande e conhecedora alma dos sentires, que sabe o significado do dia, da noite, da canção, do mel, da poesia, mas sobretudo do Sentir e "deixar ser"...Linda! Meu amor e bjs.
Claudete Silveira - 2007-06-03 21:56:12
Amar é a razão de tudo, é a explicação do mundo. Sem amor nada seríamos, mesmo que gigante ou insignificante.
Lindo!
Bjs!
Clau
Théo Drummond - 2007-06-03 12:12:59
Tânia Voigt, querida amiga, sempre digo que sm amor não exite vida. Ou Deus havia de nos criar com um coração a não ser para fazwer do amor a razão da gente viver?
Lindo poema

Meu amor com Lena supriu todas as dores de uma terrivel perda anterior. Que continua lembrada, por nós dois, mas na certeza de que ela, la do céu, nos abençôa e proteje.
TD
Maria José Zanini Tauil - 2007-06-03 10:43:06
Paradoxal amor,
que alimenta,
que judia...
O mesmo amor
que corre nas veias
da poeta...que dá a
inspiração para tão
belos versos!
Parabéns!
Beijosssssssssssss,
João Braga Neto - 2007-06-02 20:34:23
Minha poetisa querida, que bom te ler.
Esse amor , ou outro amor, ou todos os amores, valem a pena serem vividos, pois depois que o coração se torna blindado, ´
comnpomos para o vácuo deixado por amor a nos mesmos!
Beijo-te!
Tânia Regina Cardoso - 2007-06-02 19:51:53
Ai, o amor!
Grita, mesmo mudo.
Chora sem lágrimas
e se faz poesia, assim linda, como a sua.
Xará, lindo reverenciar o amor.
Beijos e um bom domingo
Tânia Regina
Saura Izabete de Oliveira - 2007-06-02 19:50:30
Uau! "Que riqueza de poema"!
Abraços
Saura Izabete

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quinta-feira, 31 de maio de 2007

SOU




SOU


Sou folha branca
sobre uma mesa esquecida.
Um tinteiro do lado, desejando
riscar minhas linhas, marcar meu compasso
e grifar todas as entrelinhas.

Sou gaivota andarilha
rasgando os céus sem limite,
buscando um raio de sol que aqueça.

Sou alma dividida, sozinha entristecida.
Que ao sentir-se parcelada,
fecha a conta e naufraga sentida

Sou pura fantasia.
Um viver sem melodia,
no ritmo de uma nota só.

Sou tudo e não sou nada.
Virei marmelada!
Excremento...


Tânia Regina Voigt



Música: TEMA PARA ADELINE




Claudete Silveira - 2007-06-02 19:26:27
Linda, vim reler teu poema e dizer que adoro tuas visitas,
tua opinião para mim é importante.
Bjs!
Clau
Veronica de Nazareth - 2007-06-02 13:49:19
Irmãzinha que muito admiro e amo: poesia sentida de encontro
interior profundo! Lindíssima, amiga. Essa do "Sou tudo e não sou nada.
Virei marmelada
Excremento", muitas pessoas deveriam Ler e Refletir muito, para a
verdadeira compreensão do Ser e Sentir da alma humana, podendo
Amar mais e melhor...Saudades, querida. Sempre meu carinho e bjs.
Bailanoar - 2007-06-02 12:04:41
Tânia, minha querida: ler seus poemas é viajar no espaço infinito...
Belos versos, poetisa! E você é imensa e maravilhosa, sempre!
Beijos.
Saura Izabete de Oliveira - 2007-06-01 20:45:53
És joia rara e bela!
Abraços
Saura Izabete
João Braga Neto - 2007-06-01 20:08:15
Voce é grande e sabe disso!
Maria José Zanini Tauil - 2007-06-01 16:36:54
O IMPORTANTE É NÃO DEIXAR DE SER:
"Sou gaivota andarilha
rasgando os céus sem limite,
buscando um raio de sol que aqueça."

PORQUE A BUSCA PODE ATÉ SER EXAUSTIVA,
MAS UM DIA, O SOL RETORNA.
Beijossssssssss,
Théo Drummond - 2007-06-01 16:23:14
Tânia, minha querida amiga. Há horas em que, por motivos diversos,
pensamos assim sobre nós mesmos.
Mesmo achando, como sempre, seu poema lindo, acho
que você, por ser você, vai continuar "sendo tudo"
Beijo fraterno do
Théo Drummond
Martha Moro da Rocha - 2007-06-01 01:42:24
MINHA AMIGA ESTA TUA POESIA TRADUZ O QUE PENSEI AO VER A FOTO:
TEMPESTUOSA...
COMO A ALMA DA GENTE QUANDO PERCEBE QUE TUDO SE REPETE E
REINICIA COM O DIA. APLAUSOS DO CORAÇÃO DO RIO GRANDE.
Claudete Silveira - 2007-06-01 00:42:28
"Sou tudo e não sou nada"
Como isso é verdadeiro em mim.
Beijos!
Clau

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